HISTÓRIA DA MEDICINA – HISTÓRIA DA EPILEPSIA
HISTORY OF MEDICINE - HISTORY OF EPILEPSY
Alice Cabral Barbosa1
Arthur de Oliveira Arantes2
Jéssica de Almeida Sousa3
Maria Carolina Rios Fonseca4
Sarah Mitsue de Castro Matsuoka5
1 Médica residente em Clínica Médica do Complexo de
Saúde São
João de Deus
2 Médico. Centro Universitário do Planalto Central
Apparecido
dos Santos
3 Médico. Centro Universitário do Planalto Central
Apparecido
dos Santos
4 Médica residente em Pediatria do Hospital Regional de
Taguatinga
5 Médica residente Clínica Médica do Programa de
Residência
Médica Integrada da Secretaria de Saúde do Distrito
Federal
Resumo: O objetivo desse artigo
é abordar os principais marcos
históricos da epilepsia, doença
que atinge 50 milhões de pessoas no mundo, 40 milhões
delas
em países em desenvolvimento.
Parte importante da população
doente não procura tratamento
embora seja um problema predominantemente controlável.
Provavelmente, uma das principais
causas para isto seja o estigma
que atinge as pessoas com epilepsia.
Palavras chaves: epilepsia, história da medicina,
neurologia,
convulsão
Abstract: The objective of this
172
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
article is to approach the main
historical milestones of epilepsy,
a disease that aff ects 50 million
people in the world, 40 million of
them in developing countries. An
important part of the sick population does not deal
with treatment,
although it is a predominantly
controllable problem. Probably
one of the main causes for this
is the stigma that attends people
with epilepsy.
Keywords: epilepsy, history of
medicine, neurology, seizure
INTRODUÇÃO
O termo epilepsia é derivado do verbo grego
epilambanein, e pode ser traduzido como
“possuir”, “apossar-se de” ou
“acometer”. Esse termo foi defi -
nido desse modo, pois os antigos
gregos acreditavam que os deuses
amaldiçoavam as pessoas e lhes
tiravam a consciência, fazendo
com que o corpo se agitasse.
Durante a História, foram defi nidas três causas
principais para epilepsia. Uma teoria
defi nia que a epilepsia era causada por demônios ou
espíritos.
Essa visão estava em voga na
época de Cristo, como pode ser
lido na Bíblia, no livro de Marcos, no qual retrata uma
passagem em que Jesus expulsou um
espírito demoníaco de um jovem
garoto que sofria de ataques epilépticos desde a
infância. Nessa
época, hebreus e romanos tinham
o habito de cuspir nas pessoas doentes, a fi m de que o
espírito demoníaco fosse embora. Uma segunda teoria era de que a doença
era causada por corpos celestiais.
Acreditava-se que os ataques epilépticos ocorriam em
tempos de
lua cheia, por isso a epilepsia foi
chamada também de “Doença da
Lua”. Por fi m, Hipócrates anun-
173
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
ciou que o corpo era formado por
4 fl uidos diferentes: o sangue,
a bile negra, a bile amarela e o
fl euma. A terceira teoria, portanto, designava que a
epilepsia era
resultado de uma acumulação de
fl euma nas artérias, por onde se
acreditava que passava apenas ar.
John Hughlings Jackson
(1835-1911) foi o primeiro a dar
a defi nição moderna de epilepsia, na segunda metade do
século XIX, defi nindo-a como “uma
descarga ocasional, súbita, rápida
e localizada na substância cinzenta”. Essa concepção se
perpetua até os dias atuais.
As crises epilépticas
precisam ser recorrentes e não
provocadas, e seus tipos dependem da localização da
descarga
inicial, além da forma de como
irá se propagar. Há alguns fatores
que podem desencadear as crises como a febre, acidentes
vasculares encefálicos, distúrbios
metabólicos, abuso do álcool ou
das drogas, traumatismo crânio-
-encefálico agudo e consumo de
substâncias epileptogênicas.
Os sintomas da epilepsia variam de acordo com o lobo
cerebral em que a crise começa
e se propaga. Há dois tipos de
crises parciais: a crise parcial
simples no qual a pessoa pode
apresentar sensações de formigamento, desconforto
gástrico e
contrações de um braço ou uma
perna, porém não perde a consciência, e a crise parcial
complexa
que é caracterizada por confusão
mental e mastigação mecânica,
sem motivo aparente. Além dessas, há a crise
tônico-clônica, que
envolve todo o cérebro. Esse tipo
de crise é mais reconhecido devido aos sintomas bem
evidentes
como as contrações musculares
involuntárias, bruscas e muito
fortes, a difi culdade em engolir a
saliva, a mordedura da língua e
174
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
a perda do controle esfi ncteriano.
MARCOS HISTÓRICOS
Pré-história
As primeiras evidências
de tentativa de se tratar a epilepsia surgiram
provavelmente no
Período Neolítico, no qual que
se era comum a prática das trepanações, que se confi
rmaram
através de crânios trepanados e
cicatrizados estudados por Lucas-Championnière
(1843-1913),
e que se encontraram conservados no Museu do Homem, em
Paris. Tais trepanações tinham
por fi nalidade libertar os maus
espíritos ou demônios presos na
caixa craniana de alguns doentes,
entre os quais pessoas com epilepsia.
Na Antiguidade, os sinais de cicatrização, presentes
em alguns crânios, indicam que
nem todas as pessoas submetidas
à trepanação iam a óbito, e que
tal intervenção já era praticada
há aproximadamente 3000 anos.
Trepanação, já com sinal de cicatrização, em crânio
pré-histórico
175
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04- ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
Babilônia
Os babilônios consideravam as doenças como formas
de interferências de deuses e demônios no organismo
humano,
de modo que a cura poderia ser
obtida por intermédio de orações
e exorcismo. Embora a religiosidade predominasse, eram
utilizados medicamentos. Por meio
de adivinhações, era função do
sacerdote realizar o diagnóstico
e estabelecer o prognóstico, além
de realizar os exorcismos.
Os babilônios escreveram um tratado, intitulado
“Tratado do Diagnóstico Médico e do
Prognóstico”. Ele é constituído
por quarenta pedras com escritas datadas de pelo menos
2000
a.C., sendo que em uma delas há
o registro de crises epilépticas,
descrevendo, principalmente, o
desvio da cabeça e dos olhos e
as alucinações auditivas, e associando cada tipo de
crise a um
espírito ou a um deus.
No Código de Hamurabi, datado de aproximadamente
1700 a.C., há a descrição de uma
doença convulsiva, sendo ela,
após estudos, associada à epilepsia.
Egito
Para os egípcios, já havia certo conhecimento sobre a
doença. Era considerado como
causa, um espírito maligno que
se apossou do corpo do doente,
de modo a causar as crises. Como
tinha sua origem nos deuses e no
sobrenatural, sua cura se dava
através de sacrifícios, oferendas
e orações.
Através de seus hieróglifos, os egípcios identifi cavam
por meio de fi guras a entrada de
um demônio ou pessoa morta na
vitima, considerando assim, uma
176
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
enfermidade que era misteriosa e sobrenatural.
Hieróglifo egípcio que representava a epilepsia
Não há comprovações
concretas sobre o fato, porém
acredita-se que o faraó Tutancâmon sofria da doença,
assim
como seus familiares. A suspeita
da epilepsia vinha de um tipo da
doença que afetava a liberação de
hormônios e o desenvolvimento
sexual, e foi atribuída ao faraó
porque ele apresentava características femininas.
Grécia
Epilepsia, a doença sagrada
Os gregos foram os
primeiros a utilizar o termo epilepsia (epilhyia, que
signifi ca
“surpresa”, “ser apanhado de
repente”), pois acreditavam que
apenas uma divindade ou um demônio poderia fazer a
possessão
da pessoa, provocando-lhe queda
e convulsões. Além disso, há várias hipóteses sobre a
origem da
denominação “doença sagrada”:
uma delas se baseia na de que
as pessoas afl igidas pelo mal pecaram contra Selene, a
deusa da
lua; uma segunda designa que é
uma doença sagrada porque sua
cura não poderia se processar por
meios humanos, mas apenas pela
intervenção divina; outra expõe
que a doença pode ser considerada sagrada porque nos
tempos
177
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
antigos os deuses e os demônios
eram temidos, igualmente aos
epilépticos. Os portadores desta
doença eram colocados em templos e vistos como
sacerdotes.
Ainda no Período Clássico grego surgiu um manuscrito
feito por Hipócrates (460 a.C.-
370 a.C.), no tratado hipocrático,
dirigido a legisladores contestando o caráter sagrado
da doença
e conceituando- a como um distúrbio cerebral. Nele
também se
lia acerca da “doença sagrada”,
havendo a descrição de que olhos
reviravam e espuma saia pela
boca, pois as veias não recebiam
ar e tornavam-se túrgidas.
Hipócrates teoriza sobre
a incapacidade de um homem ser
invadido por um deus por não ser
puro, por acreditar que a epilepsia é a doença
hereditária, e que
sua causa está localizada no cérebro, portanto precisa
ser cientifi camente tratada com o uso de
drogas e dieta. Já nesse período,
ele citou a vida sedentária como
fator agravante e sugeriu mudança de clima, país e
hábitos de
vida como controle das crises,
além de sugerir tratamentos físicos, chegando a fazer
implicações prognósticas ao afi rmar que
se a doença se tornasse crônica,
seria incurável.
Hipócrates mencionou a
precocidade da doença e raridade de sua ocorrência após
os 20
anos de idade. Evidenciou, também, as formas
diferenciadas de
manifestação clínica durante as
crises, citando pessoas que gemiam e gritavam durante o
sono,
pessoas que levantavam e deambulavam até despertarem
saudáveis, porém pálidas e fracas após
as crises.
Epilepsia, a doença dos deuses
A lenda dos Doze Tra-
178
balhos de Héracles (Hércules,
na mitologia romana) está diretamente associada aos
distúrbios
epilépticos dos quais Héracles
era vítima. Ele era fi lho de Zeus e
Alcmena, uma amante mortal de
seu pai. Hera, a esposa de Zeus e
rainha dos deuses, declarou guerra a Héracles desde o
seu nascimento: mandou duas serpentes
para matá-lo em seu berço, mas
a criança estrangulou-as com
as próprias mãos. Ainda assim,
Hera, por suas artes de deusa, o
subjugou ao poderes do rei Euristeu, que por inveja o
submeteu
Héracles aos Doze Trabalhos,
acreditando que ele não sobreviveria.
Héracles era um homem
de estatura mediana, extraordinariamente forte, voraz,
apreciador de bebidas alcoólicas, amoroso e gentil, porém sujeito a crises
brutais de raiva ocasionalmente.
Essa raiva era interpretada como
crises epilépticas, que muitos
acreditavam terem se agravado
pelos grandes desafi os enfrentados nos trabalhos que
lhe foram
impostos.
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
179
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
Representação de Héracles, o mais célebre herói da
mitologia grega
Na obra “Problemas”,
Aristóteles enfatiza que o comportamento de Héracles se
devia
à bile negra que causava as alterações mentais. Embora
não tenha sido afi rmado que Héracles
apresentasse epilepsia, o autor
alista este distúrbio entre as doenças causadas pela
bile negra,
referindo que os antigos autores
a teriam denominado “doença
sagrada” em referência ao semideus, o que fez com que
os
renascentistas acreditassem que
os homens excepcionais fossem
melancólicos e automaticamente
propensos à epilepsia.
Roma
Em Roma, era atribuído
à medicina um caráter mágico e
sobrenatural. Para esse povo, a
doença era tida como enfermidade de pessoas impuras e
que
poderia ser transmitida através
contato. Havia a crença sobre um
espírito demoníaco que levava a
180
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
prática de cuspir no doente como
forma de combater o mal.
Era comum a crença de
que as crises epilépticas eram
presságios de desgraças. Os romanos acreditavam que os
astros
celestes, como a lua, infl uenciavam na determinação de
quem
desenvolveria ou não a epilepsia.
Chamavam, portanto, os epilépticos de lunáticos. Isso
ocorreu
no mesmo período em que eles
mantinham os doentes em locais afastados como forma de
proteção da população em geral,
já que a doença era considerada
contagiosa.
Também foi relatado por
autores médicos religiosos que
em Roma havia o uso de sangue
de gladiadores para a cura da epilepsia. Mesmo após a
proibição
de combates entre gladiadores,
por volta do ano de 325, a prática ainda perdurou,
porém com o
sangue de criminosos executados. Não se sabe ao certo
de onde
veio a crença, porém pode estar
ligado aos rituais fúnebres etruscos e se baseava no
fato de que
a crises paravam após a pessoa
ingerir o sangue.
181
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
Júlio César (100 a.C.-44 a.C.), imperador romano que
tinha epilepsia
Idade Média
Na Europa, durante a
Idade Média, a doença passou a
ser conhecida comumente como
doença das quedas, e era designada como morbus maior.
Com
o crescimento da infl uência da
Igreja Católica, o povo passou a
depositar confi ança para a cura
em santos e relíquias, além de realizar sangrias,
cauterização, utilizar sanguessugas e medicamentos que provocassem o vômito e a
evacuação.
Instrumento utilizado para a injeção de fluidos no
ânus, a fim de promover a evacuação
182
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
Entre essas medidas terapêuticas, a sangria foi uma das
mais utilizadas, pois se acreditava que a doença era
causada por
excesso de um fl uido: a fl euma.
Ela desviava o material causador
da doença, de modo que o forçava a se deslocar de um
órgão
para outro. Quando o sangue era
tirado do lado do corpo oposto ao
da doença, o epiléptico piorava;
mas quando era tirado do mesmo
lado, a dor aliviava. Havia descrições dos melhores
dias e horas, veias e quantidade de sangue
para máximo aproveitamento da
técnica.
Também era utilizada
a aplicação de sanguessugas na
região onde se localiza o baço,
visando desviar o que estivesse
na cabeça para este órgão. Em
seguida, aplicavam-se fezes de
pombos e ovos de corvos, que
provocavam febre, de modo que
esta seria capaz de curar a doença.
Também era realizada
cauterização, com ferro em brasa, no occiptal ou na
bregma,
devendo o cautério queimar desde o osso até as
meninges. As
mães cauterizavam suas próprias
crianças, visando à remoção da
fl euma e de possíveis espíritos
demoníacos do cérebro.
A ascensão do Cristianismo introduziu o conceito de
que Deus é a única resposta, de
modo que o homem nada pode
fazer. Ocorreu, portanto, a inclusão de orações, jejum
e peregrinações, a fi m de que Deus ouvisse o clamor e curasse o doente.
A epilepsia foi relacionada com a
doença mental, e ganhou caráter
de doença contagiante.
Renascimento
183
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
“Cristo Exorcizando o Demônio” (1538/1539), de Hans
Holbein
Durante o Renascimento a anatomia e a fi siologia
humanas eram enriquecidas pelas
dissecações e por meio da contribuição de pintores e
escultores. A epilepsia ainda estava sob
conotações religiosas, seguindo a
lógica de que quando ocorre uma
convulsão, um espírito ou um demônio entrou no corpo do
epiléptico. Para a nobreza e a igreja, ela
não era uma doença em si, mas
uma manifestação de poderes
proféticos e grande inteligência.
A população em geral, entretanto, acreditava que era
uma doença terrível e que a cura poderia
ser obtida por meio do contato
com relíquias sagradas e determinadas plantas.
Os epilépticos
eram considerados profetas que
poderiam ver o passado, presente
ou futuro durante uma convulsão. O guia de caça às
bruxas,
intitulado Malleus Mallifi carum,
designava a epilepsia como um
sinal de que bruxas estavam sen-
184
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
do caçadas e muitos morriam em
virtude disso.
O médico suíço Paracelso (1493-1541) atuava como
alquimista, tratando a epilepsia
com um misto de religiosidade,
alquimia, mágica e astrologia.
Utilizava substâncias químicas
como ópio, ferro, cobre, óxido
de zinco, bismuto, mercúrio e
enxofre. Durante o século XVI,
a Igreja não aceitava as explicações sobrenaturais para
as doenças, porém admitia as curas.
Juntamente com Tomas
Erasto (1523-1583), Paracelso
inferiu que a aura, já descrita
durante a Idade Média, indicava comprometimento de
outros
órgãos, afetando indiretamente o
cérebro. Tal idéia foi contraposta
no século XVII.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A epilepsia é uma doença que foi atribuída a causas
místicas ao longo de sua história,
desde a Pré-história até os dias
atuais. Apesar de ser uma doença
milenar, ainda é alvo de preconceito por parte dos
leigos, visto
que estes ainda atribuem a causa das crises epilépticas
a fatos
sobrenaturais e disso deriva ser
imperial que a história da doença seja difundida entre
médicos
e pacientes visando o esclarecimento científi co e a
queda de
crenças populares.
Por ser uma doença de
origem neurológica, ainda há
uma grande difi culdade no aprimoramento dos estudos
das suas
causas e seus efeitos. Houve, entretanto, um grande
avanço em
seu tratamento, chegando inclusive ao tratamento
cirúrgico em
casos extremos.
BIBLIOGRAFIA
185
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
Gallucci Neto, José e Marchetti, Renato LuizAspectos
epidemiológicos e relevância dos
transtornos mentais associados
à epilepsia. Brazilian Journal of
Psychiatry [online]. 2005, v. 27,
n. 4 [Acessado 15 Agosto 2022]
, pp. 323-328. Disponível em:
<https://doi.org/10.1590/S1516-
44462005000400013>. Epub
12 Dez 2005. ISSN 1809-452X.
https://doi.org/10.1590/S1516-
44462005000400013.
Alperstein N.. Growing Up With
Epilepsy. 2000.
Andrade-Valença Luciana P. A.,
Valença Marcelo Moraes, Velasco Tonicarlo Rodrigues,
Leite
João Pereira. Epilepsia do lobo
temporal mesial associada à esclerose hipocampal. J.
epilepsy
clin. neurophysiol. [serial on the
Internet]. 2006 Mar [cited 2014
Oct 27] ; 12( 1 ): 31-36. Available from:
http://www.scielo.
br/scielo.php?script=sci_arttext&pi26492006000100007&lng=en.
http://dx.doi.org/10.1590/
S1676-26492006000100007.
Bennett TL. The Neuropsychology of Epilepsy. 2. ed.
Springer
Science & Business Media; 1992.
Berrios GE. Epilepsia e insanidade no início do século
XIX - história conceitual. Rev. latinoam.
psicopatol. fundam., São Paulo
, v. 15, n. 4, Dec. 2012 . Available from
<http://www.scielo.
br/scielo.php?script=sci_arttext&pi47142012000400012&lng=en&nrm=iso>.
http://
dx.doi.org/10.1590/S1415-
47142012000400012.
Betts T. Use of aromatherapy
(with or without hypnosis) in the
treatment of intractable epilepsy-
—a two-year follow-up study.
186
ISSN: 2763-5724
Vol. 02 - n 04 - ano 2022
Editora Acadêmica Periodicojs
Seizure 2003; 12(8): 534–538.
Corrêa AD, Siqueira-Batista R,
Quintas LEM. Similia Similibus
Curentur: notação histórica da
medicina homeopática. Rev Ass
Med Brasil 1997; 43(4): 347-51.
Costa JC, Palmini A, Yacubian
AMT, Cavalheiro EA. Fundamentos Neurobiológicos das
Epilepsias Aspectos Clínicos e Cirúrgicos. 2.ed São Paulo: Lemos;
1998.
Dam M, Gram L. Epilepsy - prejudice and fact. 1.ed.
Copenhagen; 1985.
Dantas FGD, Ribeiro CD, Júnior
WRS. Epilepsia em Celebridades. J Epilepsy Clin
Neurophysiol 2008; 14 (2): 71-75.
Friedlander WJ. History of Modern Epilepsy: The
Beginning.
Greenwood Press; 1865-1914. p.
9-62
Gomes Marleide da Mota. História da epilepsia: um ponto
de
vista epistemológico. J. epilepsy
clin. neurophysiol. [serial on the
Internet]. 2006 Sep [cited 2014
Oct 27] ; 12( 3 ): 161-167. Available from:
http://www.scielo.
br/scielo.php?script=sci_arttext&pi26492006000500009&lng=en.
http://dx.doi.org/10.1590/
S1676-26492006000500009.
Gomes MM, Fontenelle LMC.
The Emperor Dom Pedro II ,His
convulsive seizures when a boy.
Arq Neuropsiquiatry 2007; 65(4-
B):1256-1259

No comments:
Post a Comment