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Sunday, April 23, 2023

14 - Allan Kardek - Clariaudiência - esquizofrenia



ALLAN KARDEC, Pasquale Giacobelli

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This old portrait was made in the 'year 2008 at the request of the Italian Spiritist center. Portrays Allan Kardec, Born in 1804 in Lyon. It was modeled in Zbrush and rendered in mental ray

 

Clariaudiência: qual o significado de ouvir vozes de espíritos?

 

Algumas pessoas, mais acostumadas ao universo da mediunidade, podem até considerar o fato de ouvir vozes como um dom, mas para a grande maioria esta pode ser uma experiência um tanto quanto perturbadora.

 

Isto se explica pelo forte paradigma médico e científico ainda presente na sociedade atual, segundo o qual o ser humano não é visto em sua totalidade corpo-mente-espírito. Ou seja, quando uma pessoa passa pela experiência de ouvir espíritos e procura ajuda, há uma tendência de rotulá-la como “louca”, o que está longe de corresponder à realidade.

 

Uma pessoa que pode ouvir espíritos possui, em maior ou menor grau, o dom da clariaudiência, que, segundo a doutrina espírita, é a faculdade pela qual o médium consegue ouvir vozes, sons, palavras e ruídos que estão além da percepção auditiva comum.

 

Qualquer pessoa pode ouvir vozes de espíritos?

Allan Kardec, o criador da religião/filosofia espírita, afirmou em uma de suas principais obras literárias, O Livro dos Médiuns:

 

Todos nós sentimos, em graus maiores e menores de intensidade, consciente ou inconscientemente, a influência dos espíritos, e por este motivo a mediunidade e seus dons não se tratam de prerrogativas, mas são intrínsecas a todos os seres humanos.”

 

Anos depois, as afirmações de Kardec foram comprovadas pelo famoso cientista norte-americano Joseph Banks Rhine, da Universidade de Duke.

 

Especialista em parapsicologia, Rhine comprovou estatisticamente, através de suas pesquisas, que as capacidades mentais categorizadas como mediúnicas estão presentes em larga escala na população mundial, em maior ou menor estágio.

 

Ainda segundo os estudos de Rhine, na maioria das vezes, ao ouvir vozes de espíritos, a pessoa tem a estranha impressão de escutar dentro do próprio cérebro.

 

Isto se explica pelo fato das impressões sonoras espirituais não passarem por nossos ouvidos comuns, mas serem captadas pela glândula pineal, ou terceiro olho, que, conjuntamente ao cérebro, interpreta diretamente as mensagens.

 

Definições de clariaudiência no Livro dos Médiuns

Clariaudiência e mediunidade

Após acostumarem-se ao dom da clariaudiência, os médiuns conseguem ouvir espíritos e conversar com eles, muitas vezes reconhecendo-os pela tonalidade da voz.

 

Mas e quando se pretende estabelecer comunicação com um espírito mesmo sem ter o dom da clariaudiência desenvolvido?

 

Para estas ocasiões, pode-se contar com o auxílio dos médiuns audientes, que atuam como intérpretes das mensagens advindas do plano espiritual.

 

Por exemplo, o brasileiro Chico Xavier possuía uma mediunidade tão avançada que lhe permitia ouvir espíritos de todos os tipos, desde os que vagavam em busca de um rumo aos que desejavam enviar mensagens aos seus familiares.

 

Ouvir vozes: mediunidade ou esquizofrenia?

Hoje, uma pessoa que ouve vozes que podem ser de espíritos é tida como esquizofrênica, recebe fortes sedativos e, frequentemente, é internada em hospitais de unidades psiquiátricas, registrada como mentalmente instável, uma definição praticamente irreversível e para o resto de sua vida. É possível que não receba esse tratamento, mas recebe, por períodos indefinidos, sedativos que fazem grandes estragos.

 

O que ocorre, infelizmente, na prática médica é algo que realmente não se compreende muito bem. Por quê? Porque a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que saúde é o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, social, ecológico e espiritual. Então, saúde é definida pela OMS como sendo o equilíbrio entre fenômenos orgânicos, psíquicos, sociais e espirituais. No entanto, na prática, os médicos não consideram todos esses fenômenos, mas tão somente os orgânicos ou biológicos.

 

Podemos perguntar, em qualquer país, o que ensinam as escolas de medicina e constataremos que os médicos não são alertados para os problemas psicológicos e espirituais do paciente, eles restringem-se às reações orgânicas, como se o ser humano fosse reduzido tão somente ao corpo físico. Embora o Código Internacional de Doenças (CID), conhecido no mundo todo, no número 10, questão F 44.3, contemple a existência dos estados de transe, fazendo a distinção entre os normais, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença, a maioria dos médicos não leva isso em consideração.

 

No Tratado de Psiquiatria de Kaplan e Sadock, um dos mais consultados pelos psiquiatras, no capítulo dedicado ao estudo das personalidades, há também a distinção entre as personalidades que recebem a atuação de espíritos e as dos que são doentes. A psiquiatria já faz, portanto, a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.

 

Isso, portanto, precisaria ser mais discutido com os colegas, principalmente com aqueles que não consideram a possibilidade de comunicação dos espíritos com os encarnados. Por quê? Porque já há a contemplação nos próprios compêndios da medicina a respeito da possibilidade de comunicação dos espíritos.

 

Outro aspecto que também contempla a condição de ouvir e falar com espíritos é a obra de Carl Gustav Jung, que estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas. Desse modo, constatamos que já existe uma abertura para o estudo do espírito dentro do currículo da psicologia e da própria medicina. O que ocorre é que a preparação dos médicos ainda é extremamente reducionista e, com essa visão estreita, são levados a considerar apenas e tão somente os fenômenos orgânicos.

 

Concluindo, pessoas que dizem ouvir vozes são constantemente julgadas como psicóticas e tratadas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas, mesmo sabendo que existe uma porcentagem de pessoas que são consideradas psicóticas por ouvirem espíritos que, na realidade, são médiuns.

 

Será que sou médium sensitivo? Descubra o seu grau de mediunidade

Apenas integrando espírito e corpo é que teremos possibilidade de abertura para entender quando se trata de um ou de outro caso. Portanto, se você começar a ouvir espíritos, fique calma e procure a ajuda de profissionais com abertura espiritual, ou mesmo um bom local com vocação espiritual antes de se considerar louca.

 

Você sabia que é possível conversar com um médium online? O Astrocentro reúne os melhores especialistas em artes esotéricas do Brasil. Médiuns e videntes, entre outros especialistas, estão aqui para te ajudar. O atendimento é totalmente online e as consultas podem ser realizadas via telefone, chat ou e-mail.

 

Profissionalismo, sigilo e discrição são as principais qualidades do serviço que prestamos. Todos os seus dados são confidenciais e os especialistas não têm acesso a nenhum dos seus dados além do apelido (login) que você escolheu no Astrocentro. Somente você tem acesso aos dados cadastrados em nossa plataforma, e apenas mediante ao seu acesso pessoal (login/e-mail e senha).Se você ouve espíritos ou os sente de alguma forma, mas não consegue compreender bem o que eles dizem ou tem medo, entre em contato com nossos médiuns e receba orientação espiritual de como lidar com esses fenômenos.

Ricardo Beghini

postado em 21/06/2010 10:01

  

Belo Horizonte ; Ter visões, escutar vozes e sentir a presença de seres não visíveis são consideradas manifestações de mediunidade (capacidade humana que permite a comunicação entre humanos e espíritos), mas também podem ser interpretadas como sintomas de esquizofrenia (doença mental caracterizada por alucinações). Diferenciar uma coisa da outra é o objetivo de um estudo desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (Nupes) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

 

;Infelizmente, muitas vezes pessoas portadoras de transtornos mentais abandonam seus tratamentos médicos pensando ter apenas experiências espirituais, o que é um erro que deve ser evitado, pois podem haver graves consequências para os pacientes;, observa o orientador da pesquisa e diretor do Nupes, Alexander Moreira-Almeida. Denominada Um estudo prospectivo para o diagnóstico diferencial entre experiências mediúnicas e transtornos mentais, a investigação teve início em abril do ano passado e está na fase de coleta de dados, com conclusão prevista para o fim de 2011.

 

O trabalho faz parte da tese de doutorado em saúde brasileira do também professor da UFJF Adair Menezes Júnior. ;A pesquisa investiga a mediunidade em um contexto espírita, não pretendendo fazer comparações com vivências semelhantes que ocorrem em outros grupos religiosos;, delimita.

 

A metodologia prevê a avaliação de 100 pessoas que, ao buscar ajuda em centros espíritas, são identificadas como médiuns pelos atendentes. Os indivíduos são submetidos a entrevistas que avaliam diversos aspectos psicológicos e psiquiátricos. Depois de um ano, as mesmas pessoas são entrevistadas novamente para avaliar como foi a evolução de suas vivências e das variáveis psicológicas e psiquiátricas investigadas.

 

;A mediunidade está presente ao longo da história em praticamente todas as civilizações, com registros de fazer parte da base de grande parte das religiões. Sendo assim, é uma experiência humana que precisa ser melhor investigada;, justifica Alexander Almeida.

 

Critérios

Com base em pesquisas anteriores com médiuns e em uma ampla revisão da literatura, os pesquisadores identificaram nove critérios que podem ser úteis na diferenciação entre uma experiência espiritual saudável e um transtorno mental.

 

São eles: ausência de sofrimento psicológico, ausência de prejuízos sociais e ocupacionais, duração curta da experiência, atitude crítica (ter dúvidas sobre a realidade objetiva da vivência), compatibilidade com o grupo cultural ou religioso do paciente, ausência de comorbidades (coexistência de doenças ou transtornos), controle sobre a experiência, crescimento pessoal ao longo do tempo e uma atitude de ajuda aos outros.

 

A pesquisa do Nupes é uma continuidade de outro trabalho do professor Alexander. Em 2001, ele verificou a saúde mental de 115 médiuns espíritas de nove centros espíritas selecionados aleatoriamente na cidade de São Paulo.

 

Eles foram entrevistados com base em questionários psiquiátricos padronizados, desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde. O estudo concluiu que os médiuns apresentaram baixa prevalência de problemas psiquiátricos e bom ajustamento social, com alta escolaridade e baixo desemprego.

 

Além disso, o trabalho evidenciou que a maioria dos médiuns teve o início de suas manifestações mediúnicas na infância e estas, na fase adulta, se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias que não necessariamente implicam diagnóstico de esquizofrenia. Outra conclusão importante da pesquisa é que a mediunidade se constitui numa vivência diferente do transtorno de personalidade múltipla.

 

Psicografia

Em 2008, em parceria com o Centro de Espiritualidade e da Mente, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, os pesquisadores do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade da UFJF captaram imagens do cérebro de médiuns em dois momentos distintos: durante o ato de psicografar (capacidade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por espíritos) e ao escrever um texto de própria autoria, fora do estado mediúnico.

 

;O objetivo desse estudo é determinar se a psicografia está associada a alterações específicas na atividade cerebral e buscar compreender melhor a experiência mediúnica, identificando o padrão de ativação das diversas áreas cerebrais durante a psicografia;, explica Alexander. Foram avaliados 10 médiuns sem transtornos mentais e com experiência em psicografia. Eles foram submetidos a uma tomografia. Os resultados da pesquisa serão publicados nos próximos meses.


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