ALLAN KARDEC, Pasquale
Giacobelli
; Abre uma nova aba
This old portrait was made
in the 'year 2008 at the request of the Italian Spiritist center. Portrays
Allan Kardec, Born in 1804 in Lyon. It was modeled in Zbrush and rendered in
mental ray
Clariaudiência: qual o
significado de ouvir vozes de espíritos?
Algumas pessoas, mais
acostumadas ao universo da mediunidade, podem até considerar o fato de ouvir
vozes como um dom, mas para a grande maioria esta pode ser uma experiência um
tanto quanto perturbadora.
Isto se explica pelo forte
paradigma médico e científico ainda presente na sociedade atual, segundo o qual
o ser humano não é visto em sua totalidade corpo-mente-espírito. Ou seja,
quando uma pessoa passa pela experiência de ouvir espíritos e procura ajuda, há
uma tendência de rotulá-la como “louca”, o que está longe de corresponder à
realidade.
Uma pessoa que pode ouvir
espíritos possui, em maior ou menor grau, o dom da clariaudiência, que, segundo
a doutrina espírita, é a faculdade pela qual o médium consegue ouvir vozes,
sons, palavras e ruídos que estão além da percepção auditiva comum.
Qualquer pessoa pode ouvir
vozes de espíritos?
Allan Kardec, o criador da
religião/filosofia espírita, afirmou em uma de suas principais obras
literárias, O Livro dos Médiuns:
Todos nós sentimos, em
graus maiores e menores de intensidade, consciente ou inconscientemente, a
influência dos espíritos, e por este motivo a mediunidade e seus dons não se
tratam de prerrogativas, mas são intrínsecas a todos os seres humanos.”
Anos depois, as afirmações
de Kardec foram comprovadas pelo famoso cientista norte-americano Joseph Banks
Rhine, da Universidade de Duke.
Especialista em
parapsicologia, Rhine comprovou estatisticamente, através de suas pesquisas,
que as capacidades mentais categorizadas como mediúnicas estão presentes em
larga escala na população mundial, em maior ou menor estágio.
Ainda segundo os estudos
de Rhine, na maioria das vezes, ao ouvir vozes de espíritos, a pessoa tem a
estranha impressão de escutar dentro do próprio cérebro.
Isto se explica pelo fato
das impressões sonoras espirituais não passarem por nossos ouvidos comuns, mas
serem captadas pela glândula pineal, ou terceiro olho, que, conjuntamente ao
cérebro, interpreta diretamente as mensagens.
Definições de
clariaudiência no Livro dos Médiuns
Clariaudiência e
mediunidade
Após acostumarem-se ao dom
da clariaudiência, os médiuns conseguem ouvir espíritos e conversar com eles,
muitas vezes reconhecendo-os pela tonalidade da voz.
Mas e quando se pretende
estabelecer comunicação com um espírito mesmo sem ter o dom da clariaudiência
desenvolvido?
Para estas ocasiões,
pode-se contar com o auxílio dos médiuns audientes, que atuam como intérpretes
das mensagens advindas do plano espiritual.
Por exemplo, o brasileiro
Chico Xavier possuía uma mediunidade tão avançada que lhe permitia ouvir
espíritos de todos os tipos, desde os que vagavam em busca de um rumo aos que
desejavam enviar mensagens aos seus familiares.
Ouvir vozes: mediunidade
ou esquizofrenia?
Hoje, uma pessoa que ouve
vozes que podem ser de espíritos é tida como esquizofrênica, recebe fortes
sedativos e, frequentemente, é internada em hospitais de unidades
psiquiátricas, registrada como mentalmente instável, uma definição praticamente
irreversível e para o resto de sua vida. É possível que não receba esse
tratamento, mas recebe, por períodos indefinidos, sedativos que fazem grandes
estragos.
O que ocorre,
infelizmente, na prática médica é algo que realmente não se compreende muito
bem. Por quê? Porque a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que saúde é o
estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, social,
ecológico e espiritual. Então, saúde é definida pela OMS como sendo o
equilíbrio entre fenômenos orgânicos, psíquicos, sociais e espirituais. No
entanto, na prática, os médicos não consideram todos esses fenômenos, mas tão
somente os orgânicos ou biológicos.
Podemos perguntar, em
qualquer país, o que ensinam as escolas de medicina e constataremos que os
médicos não são alertados para os problemas psicológicos e espirituais do
paciente, eles restringem-se às reações orgânicas, como se o ser humano fosse
reduzido tão somente ao corpo físico. Embora o Código Internacional de Doenças
(CID), conhecido no mundo todo, no número 10, questão F 44.3, contemple a
existência dos estados de transe, fazendo a distinção entre os normais, os que
acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos,
provocados por doença, a maioria dos médicos não leva isso em consideração.
No Tratado de Psiquiatria
de Kaplan e Sadock, um dos mais consultados pelos psiquiatras, no capítulo
dedicado ao estudo das personalidades, há também a distinção entre as
personalidades que recebem a atuação de espíritos e as dos que são doentes. A
psiquiatria já faz, portanto, a distinção entre o estado de transe normal e o
dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.
Isso, portanto, precisaria
ser mais discutido com os colegas, principalmente com aqueles que não
consideram a possibilidade de comunicação dos espíritos com os encarnados. Por
quê? Porque já há a contemplação nos próprios compêndios da medicina a respeito
da possibilidade de comunicação dos espíritos.
Outro aspecto que também
contempla a condição de ouvir e falar com espíritos é a obra de Carl Gustav
Jung, que estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação
nas sessões espíritas. Desse modo, constatamos que já existe uma abertura para
o estudo do espírito dentro do currículo da psicologia e da própria medicina. O
que ocorre é que a preparação dos médicos ainda é extremamente reducionista e,
com essa visão estreita, são levados a considerar apenas e tão somente os
fenômenos orgânicos.
Concluindo, pessoas que
dizem ouvir vozes são constantemente julgadas como psicóticas e tratadas com
medicamentos pesados pelo resto de suas vidas, mesmo sabendo que existe uma
porcentagem de pessoas que são consideradas psicóticas por ouvirem espíritos
que, na realidade, são médiuns.
Será que sou médium
sensitivo? Descubra o seu grau de mediunidade
Apenas integrando espírito
e corpo é que teremos possibilidade de abertura para entender quando se trata
de um ou de outro caso. Portanto, se você começar a ouvir espíritos, fique
calma e procure a ajuda de profissionais com abertura espiritual, ou mesmo um
bom local com vocação espiritual antes de se considerar louca.
Você sabia que é possível
conversar com um médium online? O Astrocentro reúne os melhores especialistas
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acesso pessoal (login/e-mail e senha).Se você ouve espíritos ou os sente de
alguma forma, mas não consegue compreender bem o que eles dizem ou tem medo,
entre em contato com nossos médiuns e receba orientação espiritual de como
lidar com esses fenômenos.
Ricardo Beghini
postado em 21/06/2010
10:01
Belo Horizonte ; Ter visões,
escutar vozes e sentir a presença de seres não visíveis são consideradas
manifestações de mediunidade (capacidade humana que permite a comunicação entre
humanos e espíritos), mas também podem ser interpretadas como sintomas de
esquizofrenia (doença mental caracterizada por alucinações). Diferenciar uma
coisa da outra é o objetivo de um estudo desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisas
em Espiritualidade e Saúde (Nupes) da Universidade Federal de Juiz de Fora
(UFJF).
;Infelizmente, muitas
vezes pessoas portadoras de transtornos mentais abandonam seus tratamentos
médicos pensando ter apenas experiências espirituais, o que é um erro que deve
ser evitado, pois podem haver graves consequências para os pacientes;, observa
o orientador da pesquisa e diretor do Nupes, Alexander Moreira-Almeida.
Denominada Um estudo prospectivo para o diagnóstico diferencial entre
experiências mediúnicas e transtornos mentais, a investigação teve início em
abril do ano passado e está na fase de coleta de dados, com conclusão prevista
para o fim de 2011.
O trabalho faz parte da
tese de doutorado em saúde brasileira do também professor da UFJF Adair Menezes
Júnior. ;A pesquisa investiga a mediunidade em um contexto espírita, não
pretendendo fazer comparações com vivências semelhantes que ocorrem em outros
grupos religiosos;, delimita.
A metodologia prevê a
avaliação de 100 pessoas que, ao buscar ajuda em centros espíritas, são
identificadas como médiuns pelos atendentes. Os indivíduos são submetidos a
entrevistas que avaliam diversos aspectos psicológicos e psiquiátricos. Depois
de um ano, as mesmas pessoas são entrevistadas novamente para avaliar como foi
a evolução de suas vivências e das variáveis psicológicas e psiquiátricas
investigadas.
;A mediunidade está
presente ao longo da história em praticamente todas as civilizações, com
registros de fazer parte da base de grande parte das religiões. Sendo assim, é
uma experiência humana que precisa ser melhor investigada;, justifica Alexander
Almeida.
Critérios
Com base em pesquisas
anteriores com médiuns e em uma ampla revisão da literatura, os pesquisadores
identificaram nove critérios que podem ser úteis na diferenciação entre uma
experiência espiritual saudável e um transtorno mental.
São eles: ausência de
sofrimento psicológico, ausência de prejuízos sociais e ocupacionais, duração
curta da experiência, atitude crítica (ter dúvidas sobre a realidade objetiva
da vivência), compatibilidade com o grupo cultural ou religioso do paciente, ausência
de comorbidades (coexistência de doenças ou transtornos), controle sobre a
experiência, crescimento pessoal ao longo do tempo e uma atitude de ajuda aos
outros.
A pesquisa do Nupes é uma
continuidade de outro trabalho do professor Alexander. Em 2001, ele verificou a
saúde mental de 115 médiuns espíritas de nove centros espíritas selecionados
aleatoriamente na cidade de São Paulo.
Eles foram entrevistados
com base em questionários psiquiátricos padronizados, desenvolvidos pela
Organização Mundial de Saúde. O estudo concluiu que os médiuns apresentaram
baixa prevalência de problemas psiquiátricos e bom ajustamento social, com alta
escolaridade e baixo desemprego.
Além disso, o trabalho
evidenciou que a maioria dos médiuns teve o início de suas manifestações
mediúnicas na infância e estas, na fase adulta, se caracterizam por vivências
de influência ou alucinatórias que não necessariamente implicam diagnóstico de
esquizofrenia. Outra conclusão importante da pesquisa é que a mediunidade se
constitui numa vivência diferente do transtorno de personalidade múltipla.
Psicografia
Em 2008, em parceria com o
Centro de Espiritualidade e da Mente, da Universidade da Pensilvânia, nos
Estados Unidos, os pesquisadores do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade da
UFJF captaram imagens do cérebro de médiuns em dois momentos distintos: durante
o ato de psicografar (capacidade atribuída a certos médiuns de escrever
mensagens ditadas por espíritos) e ao escrever um texto de própria autoria,
fora do estado mediúnico.
;O objetivo desse estudo é
determinar se a psicografia está associada a alterações específicas na
atividade cerebral e buscar compreender melhor a experiência mediúnica,
identificando o padrão de ativação das diversas áreas cerebrais durante a
psicografia;, explica Alexander. Foram avaliados 10 médiuns sem transtornos
mentais e com experiência em psicografia. Eles foram submetidos a uma
tomografia. Os resultados da pesquisa serão publicados nos próximos meses.

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