A linha entre loucura e genialidade é mais tênue do que se
imaginava
"Só os loucos sabem" é mais do que frase de
Facebook
Então a ligação existe ou não? Estudos empíricos afirmam que
sim, a genialidade possui uma forte relação com a loucura. O mais importante
processo entre elas é a desinibição cognitiva: a tendência de prestar atenção a
coisas que normalmente seriam ignoradas ou filtradas por parecerem
irrelevantes.
Esse tipo de percepção foi o que motivou Alexander Fleming a
descobrir a penicilina e muitos outros exemplos. O mesmo serve para o campo
artístico, que normalmente valoriza as “coisas mundanas” e dá protagonismo à
rotina, muito retratada na literatura, no cinema, na música, etc.
Contudo, a desinibição cognitiva é associada às patologias
psicológicas. Por exemplo, esquizofrênicos acabam se bombardeando com
informações que talvez pudessem ser “filtradas”. E segundo uma pesquisadora de
Harvard, essa é uma diferença essencial entre os gênios e os “loucos”: agregar
à sua máxima inteligência o conceito de desinibição.
“Inteligência excepcional pode ser útil, mas sem a cognição
ela não consegue ser original e surpreendente”, conta Shelly Carson. Para ela,
pessoas com QI elevado nem sempre são capazes de produções geniais

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