Epilepsia e Mercado de Trabalho – Veja Como é Possível
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01/09/2023Categorias Tags
Epilepsia e Mercado de Trabalho
A epilepsia, em todas as suas diversas formas de
manifestação, apresenta em comum a crise epiléptica, o estigma e o preconceito.
A imprevisibilidade das crises torna o paciente dependente de terceiros,
diminuindo sua autoconfiança, autonomia e liberdade. Neste contexto, a relação
entre epilepsia e mercado de trabalho também pode ser prejudicada.
Sabemos que algumas pessoas com epilepsia não poderão
trabalhar devido à gravidade de sua condição. No entanto, para muitas outras,
há poucos trabalhos que a epilepsia as impediria de fazer. Saiba mais sobre
este assunto com a leitura deste artigo.
Epilepsia e Mercado de Trabalho
As características da epilepsia alteram a
individualidade do paciente, causam alterações psíquicas e dificultam o
relacionamento consigo mesmo e com outras pessoas.
O comprometimento da atuação dos epilépticos no âmbito
do trabalho envolve as situações causadas pela própria epilepsia e as condições
do indivíduo epiléptico associadas ao preconceito do mercado de trabalho em
relação a essa pessoa.
O acesso a um mercado de trabalho extremamente
competitivo coloca as pessoas com algum tipo de distúrbio em posição
desvantajosa, mesmo quando estão profissionalmente capacitadas para o
desempenho das atividades pleiteadas. No entanto, nem sempre a epilepsia é uma
condição de incapacidade para o trabalho.
Quando a Epilepsia é Considerada Incapacitante
A epilepsia é considerada uma condição incapacitante
quando uma ou mais atividades da vida diária do paciente (dentre elas o
trabalho) torna-se limitada substancialmente.
Entre os fatores que interferem na capacidade
laborativa estão a frequência das crises, que pode determinar uma redução na
produtividade e/ou um aumento das faltas e dos afastamentos, e o tipo de crise,
sendo a perda da consciência a mais comprometedora.
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Os efeitos adversos das substâncias antiepilépticas
também afetam a capacidade laborativa, apesar de estes pacientes não
apresentarem maior risco de acidente quando comparados aos demais
trabalhadores.
Algumas profissões são inviáveis para profissionais com
epilepsia por oferecerem risco a eles e a outras pessoas envolvidas nesse
contexto profissional. Assim, cabe ao médico especialista que acompanha o
paciente a orientação sobre sua capacidade laborativa, considerando as áreas em
que a epilepsia não implica em incapacidade.
Contar ou Não Contar Sobre a Epilepsia ao Empregador?
O empregador não pode fazer perguntas sobre a condição
médica de um candidato a emprego ou exigir que ele faça um exame médico antes
de fazer uma oferta de trabalho.
O candidato também não precisa divulgar voluntariamente
que tem epilepsia ou outra deficiência, a menos que necessite de uma acomodação
diferenciada para o desenvolvimento do trabalho.
Alguns pacientes com epilepsia, no entanto, preferem
revelar sua condição para que seus colegas de trabalho saibam o que fazer na
ocorrência de uma convulsão. A decisão de divulgar essa informação pode
depender do tipo de crise, da necessidade de assistência durante a crise, da
frequência das crises e do tipo de trabalho a ser realizado.
Meu Empregado tem Epilepsia. E Agora?
Quando um profissional revela que tem epilepsia, seu
empregador pode fazer perguntas adicionais sobre sua condição para saber se ele
já realizou o mesmo tipo de trabalho, se toma algum medicamento e se ainda
apresenta convulsões. Caso o candidato ainda apresente crises epilépticas, é
necessário saber qual o tipo e se ele precisará de ajuda caso venha a sofrer
uma crise no trabalho.
O empregador também pode solicitar um exame médico ou
pedir relatórios de seu médico com informações sobre a capacidade do candidato
para realizar suas funções com segurança e cuidados necessários.
Entretanto, o empregador não pode retirar uma oferta de
trabalho para um candidato com epilepsia se ele for capaz de desempenhar as
atividades inerentes ao trabalho sem representar risco significativo de danos à
saúde ou segurança de si ou de outras pessoas.
A Importância do Acompanhamento Médico em sua
Capacidade Laboral
O acompanhamento médico da pessoa com epilepsia é
fundamental para manter sua capacidade laborativa. Não deixe de marcar uma
consulta com o médico especialista para tirar suas dúvidas e buscar orientação.
Se você desenvolver epilepsia refratária ou se suas
convulsões forem difíceis de controlar, seu médico pode realizar uma avaliação
para revisar sua epilepsia. A revisão pode ajudá-lo a tomar decisões sobre o
seu trabalho. Por exemplo, pode ajudar a identificar ajustes razoáveis para
você. Alguns ajustes podem ser
temporários enquanto sua
epilepsia está
sendo revisada ou tratada, e alguns ajustes podem precisar mudar ao longo do
tempo.
Aproximadamente 30% dos pacientes com epilepsia são
considerados “intratáveis do ponto de vista médico”, o que significa que
continuam a ter convulsões
apesar do tratamento com medicamentos. Nesse ponto, o tratamento cirúrgico oferece a melhor
oportunidade para a completa ausência
de convulsões.
Converse com o seu médico
se seu caso pode se beneficiar do procedimento cirúrgico.
O aumento do conhecimento sobre a epilepsia pode fazer
uma enorme diferença para as pessoas com a doença e sua capacidade de encontrar
e permanecer no trabalho. Ao tomar medidas simples para ajudar a apoiar pessoas
com epilepsia, os empregadores podem ajudar a criar um local de trabalho mais
inclusivo.

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