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Saturday, January 6, 2024

61 - Tópicos

 



Apresentação em tema: "Um pouquinho da história As primeiras referências sobre epilepsia começaram a surgir em torno do ano 2000 A.C., na antiga Babilônia e nelas eram feitas."— Transcrição da apresentação:

3 Um pouquinho da história As primeiras referências sobre epilepsia começaram a surgir em torno do ano 2000 A.C., na antiga Babilônia e nelas eram feitas restrições ao casamento de pessoas epilépticas. Atribuíam à epilepsia um caráter mágico e sagrado, dizendo que a pessoa era possuída pelo demônio. Mais ou menos 400 A.C., Hipócrates, o pai da Medicina, afirmou que a causa da epilepsia não estava em espíritos malignos, mas no cérebro, tentando desfazer a idéia de uma doença sagrada. Na Idade Média a epilepsia foi relacionada com a doença mental e tida como doença contagiante, o que persiste até hoje entre pessoas desinformadas. Com freqüência, se tentava curar esse mal por meios religiosos. Já no século XVIII, Jackson, um neurologista, definiu que a epilepsia era causada por uma descarga anormal das células nervosas. Séculos se passaram, conceitos, conhecimentos e tratamentos mudaram, evoluíram, mas preconceitos e desinformação ainda existem, como existiam no passado.

4 Incidência da Epilepsia A incidência da epilepsia é variável segundo as diversas regiões do mundo. Ocorre com maior freqüência nos países em desenvolvimento, devido à desnutrição, enfermidades infecciosas e à insuficiente atenção médica. Nos países mais desenvolvidos, a incidência é de aproximadamente 1%, subindo para 2% em países menos desenvolvidos.

5 Os sentimentos dos pais Os pais geralmente, reagem ao diagnóstico de epilepsia com uma mistura de apreensão, vergonha, ansiedade, frustração e desesperança. A criança, muitas vezes, vê sua condição como estigmatizante, como resultado da influência dos pais.

6 Epilepsia e os pais Quando a epilepsia é diagnosticada pela primeira vez, os pais, assustados, a vêem como uma catástrofe para a criança e para toda família. Todos fazem a mesma pergunta: Morrerá? Tem um tumor cerebral? Terá retardo mental? A culpa é nossa?

7 A pessoa com epilepsia e sua família A epilepsia, como qualquer problema médico crônico, afeta não somente a pessoa que sofre de epilepsia, mas também sua família. Os irmãos de uma criança com epilepsia podem ser privados da atenção de seus pais, devido aos cuidados extras que eles dispensam ao filho com problema. O impacto da epilepsia em uma família depende parcialmente do tipo e da freqüência das crises. Se a epilepsia é pouco controlada, ela pode desestabilizar a família e reduzir suas reservas financeiras e emocionais. Nesses casos, a família como um todo necessita de apoio de profissional da área.

8 A Epilepsia e a Família A epilepsia pode romper com o senso familiar de autonomia e competência. Para que o equilíbrio familiar possa ser recuperado é importante que seus membros consigam um consenso sobre o que é epilepsia e como ela pode ser manejada.

9 Durante a crise epilética Durante uma crise epiléptica procurar: - manter a calma; - colocar algo macio embaixo da cabeça do paciente; - colocar a cabeça de lado para que a saliva flua, evitando prejuízos à respiração; - não colocar nada em sua boca; - não tentar conter o paciente. A área ao redor deve ficar livre para evitar que se machuque. Não interferir de nenhuma maneira em seus movimentos; - não atirar água ou forçar que a pessoa beba algo durante a crise; aguardar ao lado do paciente até que a respiração se normalize e ele queira levantar-se. É normal ocorrer sonolência após a crise.

10 Super proteção dos pais Outro problema dentro da família, é a super proteção dos pais em relação à criança, o que leva a alterações de comportamento e personalidade tornando-se a criança, freqüentemente, socialmente isolada. As habilidades sociais de relacionamento não são aprendidas e ela permanece insegura, dependente e emocionalmente imatura. Torna-se desadaptada socialmente, não pela epilepsia em si, mas pela superproteção exagerada dos pais.

11 Dificuldades de aprendizagem As dificuldades de aprendizagem podem ocorrer por 3 motivos: - a epilepsia pode estar acompanhada de alguma disfunção cerebral; - crises freqüentes e prolongadas interferem no processo de aprendizagem; - os medicamentos podem causar fadiga, sonolência e diminuição da atenção. A epilepsia não é causa de retardo mental. Ela pode eventualmente estar associada ao retardo mental e os dois serem causas de disfunção cerebral. Com diagnóstico e tratamento adequados, aproximadamente, 80-90% de crianças terão suas crises controladas com um mínimo de efeitos indesejados. Isso lhe permitirá acesso a uma vida normal.O tempo da crise é infinitamente pequeno em relação ao restante do tempo sem crises, e a criança não deve organizar sua vida e restringir suas atividades escolares em função desses momentos críticos.

12 Epilepsia e a escola A criança com epilepsia terá dificuldades escolares? Normalmente não, porém, devemos considerar alguns aspectos que são fundamentais para o bom desenvolvimento escolar: - os pais não devem esconder que seu filho tem epilepsia e devem tratar este assunto de forma natural com os professores; - se existe a possibilidade de a criança ter crises durante a aula, os colegas devem estar preparados, caso ocorra uma crise; - cuidar para que a criança se sinta igual aos outros, que tenha os mesmos direitos e respeite as mesmas regras escolares; - - fazer um tratamento medicamentoso adequado, pois doses excessivas ou incorretas podem comprometer a atividade escolar. Muitas vezes, crises graves e freqüentes podem levar a criança a faltar a escola e isso pode baixar seu rendimento.

13 Educação Física A criança com epilepsia não deve ficar excluída das aulas de educação física, pois a prática de exercícios ajuda a criança a se desenvolver. Alguns esportes são permitidos, como por ex.: jogar vôlei, futebol, fazer ginástica, corrida, tênis, etc.,...natação somente com supervisão cuidadosa. Porém, crianças epilépticas não devem participar de atividades como: exercícios em barras, andar de bicicleta em ruas movimentadas, subir em árvores, alpinismo, asa delta, etc. A prática excessiva de qualquer atividade deve ser evitada

14 Fadiga e falta de sono Uma causa comum encontrada como desencadeadora de crises epilépticas é a fadiga. Muitas pessoas com epilepsia têm crises com maior freqüência, depois de uma noite sem dormir ou quando estão muito cansadas.

15 Epilepsia e adolescência Principalmente na adolescência, as crises são freqüentemente desencadeadas pelo uso de drogas, abuso de álcool- pois o álcool interfere no mecanismo dos medicamentos anti-epilépticos- assim como noitadas e festas prolongadas que levam à privação do sono. Problemas próprios de uma fase conflitante como adolescência, caracterizada por mudanças hormonais e físicas, podem, eventualmente, estar associados à epilepsia. É muito comum a negação da epilepsia por parte do adolescente e isso o leva a não adesão ao tratamento, isto é, ele não usa a medicação de forma correta.

16 Recomendações aos adolescentes epiléticos É muito importante que o adolescente com epilepsia seja bem orientado quanto ao que pode ou não fazer, que ele tenha uma boa relação com seu médico, para que coloque seus problemas francamente e sinta-se entendido e ajudado. É necessário o esforço do profissional que está tratando o adolescente, no sentido de orientá-lo e desenvolver-lhe a confiança para que ele siga as instruções médicas: - deve ser estimulado e motivado para o tratamento; - não desistir! seguir o tratamento regularmente; - não deixar de tomar a medicação porque tem festa e quer beber álcool; - não misturar medicação; - evitar soluções mágicas, como a substituição do tratamento por práticas religiosas.

17 O Casamento e a Epilepsia O casamento de pessoas com epilepsia não é comum. A relativamente baixa ocorrência de casamento entre pessoas com epilepsia mostra as dificuldades do paciente em estabelecer e manter relações próximas e estáveis; os epilépticos são mais deprimidos e isso leva a dificuldades no ajustamento emocional. Um casamento deve ser baseado na confiança, e a falta de informação só poderá prejudicar a relação conjugal. A primeira informação que se deve ter é que a epilepsia por si mesma não tem efeito na capacidade sexual de uma pessoa. É importante contar para o parceiro a condição de epiléptico, pois a colocação clara do problema é o primeiro passo para que ocorra ajustamento na relação. Antigamente se pensava que a epilepsia era uma doença hereditária, hoje se sabe que a hereditariedade pode ter um pequeno papel como causa da epilepsia. A mulher com epilepsia geralmente tem gravidez sem complicações, parto normal e criança saudável. Mas também é verdade que a gravidez pode apresentar problemas à mulher com epilepsia, que precisa ter um controle da medicação mais rigoroso, para evitar complicações para ela e o feto. Os anticonvulsivantes são metabolizados de modo diferente durante a gravidez e podem tornar a mulher mais vulnerável à crise.

18 O Cônjuge Na relação entre o casal, a constante supervisão pode se tornar uma obsessão para o cônjuge com epilepsia. Pode ser chamado o efeito de "cão de guarda“. Geralmente o cônjuge da pessoa com epilepsia fica extremamente preocupado se ocorre uma modificação no esquema habitual. Por exemplo, se ele se atrasa. Também é aborrecido para o paciente ouvir sempre palavras de

19 A Criança com pais Epiléticos Sempre nos preocupamos com a criança ou adulto com epilepsia. Mas, muitas vezes nos esquecemos de orientar a criança, filha de pais com epilepsia. Não existe dúvida que assistir a uma crise é uma experiência muito angustiante para a criança. Por isso, ela precisa ser ajudada a lidar com a epilepsia de seu pai ou de sua mãe. Uma estratégia é ensiná-la a cooperar durante a crise. A criança poderá ter um pequeno papel, como por exemplo, colocar um pano, um travesseiro, um casaco embaixo da cabeça do epiléptico e falar palavras de conforto. Negar à criança um papel em tal situação só serve para aumentar o medo e a ansiedade ante uma crise. Para isso, é importante que a criança veja um adulto agir com calma e tranqüilidade ao atender uma pessoa com crise.

20 O Paciente epilético e o emprego Vários estudos mostram que 50% a 60% de pessoas com epilepsia escondem sua condição de epiléptico, ao procurar emprego. Pesquisas revelam que as faltas por doença e os acidentes de trabalho não são mais freqüentes nas pessoas com epilepsia do que nos demais empregados. Podemos ajudar o paciente com epilepsia a se adaptar profissionalmente, primeiro, indicando a profissão mais adequada, segundo, facilitando para que ele consiga emprego. A orientação e educação dos empregadores é o primeiro passo para aceitação do empregado com epilepsia. Terceiro, não deve o médico assistente reforçar a evolução natural do auxílio-doença, mas incentivar para que o paciente continue trabalhando. Com isso o ajudará a reintegrar-se na sociedade.

21 A escolha do emprego O diagnóstico de epilepsia e a ocorrência de crise não são razões para desqualificar uma pessoa para o emprego. Nos casos em que se faz necessário restrições para certos tipos de emprego, as decisões devem basear-se em avaliações individuais da pessoa e não no diagnóstico genérico de epilepsia. Como profissão mais adequada nos referimos ao tipo de trabalho em que a pessoa se sinta adaptada e sem risco de vida. Não são indicadas profissões de risco como: eletricista, piloto, bombeiro, motorista, etc.

22 O Epilético e o trânsito Devemos lembrar que: "dirigir é um privilégio e não um direito", e para que consiga este privilégio é necessário que a pessoa esteja apta, tanto física como mentalmente. De acordo com estatísticas, a freqüência de acidentes de trânsito com epilépticos pouco difere da população em geral, o número é extremamente mais elevado com alcoolistas. A bebida alcoólica representa 1000 vezes mais a causa de acidentes do que as crises epilépticas. Existem recomendações que devem ser feitas ao indivíduo com epilepsia que quer dirigir como: estar livre de crises no mínimo há um ano e com acompanhamento médico; para dirigir, somente veículos da categoria B, isto é, carro de passeio. Não ser motorista profissional, isto é, não conduzir veículos pesados e transporte público, mesmo livre de crises há anos.

23 Discentes: Andrea Láurea Danielli A. Montilha Gidalva S. Gonçalves Lúcia B. Silva Maria das Graças F. Lopes Maria Helena B. Macedo Mayaha B. T. Jesus Ramoni A. M. Lima Vagner A. Oliveira Yaraína S. Beia


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